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Transformação do cuidado" ganha cada vez mais espaço no Brasil

Quando falamos em telessaúde, saúde digital ou telemedicina, muitas vezes o que nos vem à cabeça é algo que substitui o atendimento presencial

08/07/2024 às 12h00 Atualizada em 08/07/2024 às 16h11
Por: Redação Fonte: Redação
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Foto: @ Divulgação Reprodução
Foto: @ Divulgação Reprodução

A chamada "transformação do cuidado" vem mudando a rotina de médicos e pacientes no Brasil. Trata-se do fornecimento dos serviços de saúde online, um novo padrão para a Medicina no país, que tem se consolidado nos últimos anos. Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) apontou um aumento significativo relacionado ao setor. Conforme o estudo, entre 2022 e 2023, no sistema público, o agendamento de consultas online subiu de 13% para 24%, a marcação de exames passou de 11% para 19% e a visualização de prontuários eletrônicos saltou de 8% para 18%.

A pesquisa também destacou o aumento no uso da telemedicina, com um crescimento no percentual de estabelecimentos públicos que ofereceram orientação à distância (de 24% para 31%) e teleconsulta (de 15% para 21%), entre 2022 e 2023. Os sistemas eletrônicos para o registro de informações dos pacientes também mostraram aumento. Segundo os números, em 2016 era de 74% e passou para 87% em 2023. Esse progresso revelou-se especialmente marcante nas unidades públicas, onde o indicador foi de 56% para 85%, no mesmo período. No que diz respeito à inteligência artificial (IA), cerca de 3.200 estabelecimentos de saúde utilizaram a ferramenta ano passado e a maior parte foi a rede privada.

Quando falamos em telessaúde, saúde digital ou telemedicina, muitas vezes o que nos vem à cabeça é algo que substitui o atendimento presencial, porém, como explicou o professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador na área de inovação tecnológica aplicada à saúde, Dr. Paulo Henrique de Souza Bermejo, o conceito vai além, é bem mais amplo. "Na verdade, são inovações que atingem variados processos, percorrendo desde a assistência, como a educação e a promoção de saúde. A saúde digital contempla, assim, uma melhoria na cadeia desse setor como um todo, otimizando o cuidado prestado, não só para aumentar a questão do acesso, mas para agilizar a logística, quando necessário", afirmou o professor.

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Paulo acrescentou que na atualidade a transformação digital na saúde nos permite um grande avanço e que isso é excelente sobretudo no Brasil, um país de dimensões gigantescas que precisa levar também para o interior as mais diversas especialidades da medicina, encurtando distâncias, favorecendo o atendimento de qualidade e salvando vidas.

Vale ressaltar que a lei que regulamentou de forma definitiva a telessaúde – que contempla a telemedicina – foi sancionada há quase dois anos. Ela define a modalidade como a prestação de serviços de saúde a distância por meio de tecnologias da informação e comunicação, a exemplo do celular, de modo que a confidencialidade seja garantida. Além da medicina, também está previsto atendimento remoto em enfermagem, fisioterapia e psicologia, por exemplo, abarcando 14 profissões da saúde – ou seja, a telessaúde é multiprofissional.

“Quando colocamos o futuro em perspectiva, o esperado é que os cuidados sejam cada vez mais conectados e convenientes, ocorram nos mais diversos ambientes e contextos, sendo impulsionados pela tecnologia digital”, enfatizou o professor Bermejo. Contudo, há diversas barreiras ainda a serem observadas para um maior progresso do setor, conforme explanou o especialista. Algumas delas dizem respeito à melhorias na infraestrutura, conectividade e assistência especializada, assim como na formação profissional focada na ampliação das habilidades digitais.

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“É necessário investir em soluções que não apenas atendam às demandas que vêm surgindo no setor, mas também antecipem os problemas do porvir, proporcionando mais educação e consequentemente mais conhecimento, assim como um cuidado de alta qualidade. Nosso desafio é oportunizar uma saúde mais inteligente e mais humana”, finalizou o professor.

Mais sobre a telessaúde no Brasil

Em 2007, o Brasil passou a fazer parte dos países que seguiram a resolução da OMS de usar a telessaúde, quando foi criado um programa para melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no SUS. Mas somente com a pandemia a modalidade ganhou força, de fato. Frente a todas as restrições daquele período, o Congresso Nacional liberou temporariamente a teleconsulta e outros serviços foram digitalizados de maneira emergencial – como receitas e atestados médicos. A partir dali houve consenso de que era possível usar a iniciativa com segurança, o que abriu caminho para a proposta sancionada em dezembro de 2022. Durante a discussão no Senado, foi apontada, entre outros assuntos, a importância dela principalmente no caso de especialidades que são tradicionalmente mais difíceis de marcar uma consulta e em cidades distantes.

Da redação Ponto Notícias

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